Seguro CG 160 quanto custa em 2026: preços por região
A Honda CG 160 é a moto mais vendida do Brasil há décadas, o que a torna alvo frequente de roubo e furto. Esse dado, mais do que qualquer outro, é o que define o preço do seguro dela em 2026.
Por que o roubo domina o preço do seguro
Em 2024 e 2025, motos responderam por mais de 40% dos veículos roubados no Brasil, segundo dados do Anuário de Segurança Pública. A CG 160 aparece sistematicamente entre os modelos mais visados por ser popular, ter boa revenda de peças e circular em grande volume. Seguradoras precificam com base em risco real, então o histórico de sinistro da CG 160 pesa mais do que o valor de tabela FIPE da moto.
O prêmio de roubo e furto costuma representar entre 60% e 75% do custo total do seguro da CG 160. Isso significa que perfil do CEP tem impacto gigante no preço final.
Faixas de preço em 2026 por região
Os valores abaixo consideram uso pessoal, condutor com 30 anos, habilitado há mais de 5 anos, sem sinistros nos últimos 3 anos, cobertura compreensiva (colisão, roubo, furto, incêndio), sem rastreador.
- São Paulo capital (zonas de alto risco: Leste e Norte): R$ 1.800 a R$ 2.800 por ano
- São Paulo capital (zonas de risco médio: Pinheiros, Moema, Perdizes): R$ 1.200 a R$ 1.800 por ano
- Grande São Paulo (ABC, Guarulhos, Osasco): R$ 1.400 a R$ 2.200 por ano
- Interior de São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos): R$ 900 a R$ 1.400 por ano
- Rio de Janeiro capital: R$ 2.200 a R$ 3.200 por ano
- Nordeste (Salvador, Fortaleza, Recife, capitais): R$ 1.500 a R$ 2.500 por ano
- Sul (Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis): R$ 800 a R$ 1.300 por ano
- Centro-Oeste (Brasília, Goiânia): R$ 1.000 a R$ 1.600 por ano
Esses são valores de referência com base em cotações de 2025 e ajuste estimado de reajuste inflacionário de 8 a 12% para 2026. O preço final depende da seguradora e do perfil exato do condutor.
Uso pessoal vs entregador: a diferença é grande
Seguradoras distinguem duas categorias principais de uso para motos: uso pessoal e uso comercial (mototaxista ou entregador). O uso comercial tem risco muito maior de acidente por quilometragem e exposição diária, e a maioria das seguradoras cobra de 40% a 80% a mais no prêmio quando o uso é declarado como comercial.
O ponto crítico: se você é entregador e declara uso pessoal para pagar menos, a seguradora pode negar o sinistro. A SUSEP permite que as seguradoras incluam essa cláusula de exclusão, e elas usam. Não vale o risco.
- Entregador de app em SP capital, uso comercial declarado: R$ 2.800 a R$ 4.500 por ano
- Entregador em cidade de interior, uso comercial declarado: R$ 1.600 a R$ 2.800 por ano
- Alguns produtos específicos para entregadores (como os da Justos e da Tokio Marine) trabalham com franquias mais altas em troca de prêmio menor
Como o rastreador reduz o preço
A instalação de rastreador com bloqueio remoto é o desconto mais concreto disponível para seguro de moto. Em seguradoras que aceitam essa condição, o desconto varia entre 15% e 30% no prêmio de roubo e furto.
O custo do rastreador fica entre R$ 400 e R$ 900 de instalação mais mensalidade de R$ 40 a R$ 100. Em motos de alto risco de roubo como a CG 160 em SP capital, o desconto pago em 12 meses costuma compensar o custo do rastreador no primeiro ano. Seguradoras como Porto, HDI e Allianz aceitam rastreador homologado para desconto. Verifique quais equipamentos são aceitos antes de instalar.
Franquia: o que muda na prática
A franquia normal de uma CG 160 varia entre R$ 1.200 e R$ 2.000 dependendo da seguradora. Ela incide sobre sinistros de colisão e dano parcial, não sobre roubo total (em caso de roubo total, você recebe o valor FIPE sem pagar franquia).
- Franquia reduzida: você paga mais no prêmio anual (em geral R$ 150 a R$ 300 a mais) e a franquia cai pela metade
- Franquia majorada: você paga menos no prêmio anual e a franquia sobe para R$ 2.400 a R$ 3.500
- Para entregadores que usam a moto intensamente e têm maior chance de colisão, franquia reduzida pode fazer sentido
- Para uso pessoal de baixa quilometragem, franquia majorada economiza no prêmio com risco baixo
Coberturas que fazem diferença na CG 160
- Roubo e furto: essencial. Sem isso, o seguro perde a maior parte do valor
- Danos a terceiros (RCF): cobre o que você causa a outros veículos ou pessoas. O seguro DPVAT não cobre danos materiais a terceiros
- Assistência 24h com reboque: útil para entregadores. Verifique o raio de cobertura (algumas cobrem só 50 km)
- Acidentes pessoais do condutor (APP): cobertura de morte e invalidez do próprio motociclista. Custo extra pequeno, mas relevante
Quando o seguro da CG 160 não vale a pena
Há situações em que o seguro compreensivo sai caro demais em relação ao risco real.
- Moto com mais de 8 anos e valor FIPE abaixo de R$ 8.000: o prêmio pode representar 20-25% do valor do bem, o que raramente compensa
- Condutor com histórico de sinistros recentes: o prêmio pode ser proibitivo, acima de R$ 5.000 por ano
- CEP de baixíssimo risco + garagem coberta + uso esporádico: seguro só de terceiros (RCF) pode ser suficiente e custa de R$ 300 a R$ 600 por ano
Como cotar e comparar
O mercado brasileiro tem diferenças grandes de preço entre seguradoras para o mesmo perfil. Cotações de 5 ou mais seguradoras costumam revelar variações de 30 a 50% para a mesma cobertura. Seguradoras com presença relevante em seguro de moto no Brasil incluem Porto Seguro, HDI, Allianz, Tokio Marine, Mapfre e Bradesco, além de produtos digitais como a Justos para perfis específicos.
Em 2026, o maior fator de variação no seguro da CG 160 não é a seguradora escolhida: é o CEP de pernoite e o uso declarado. Acertar esses dois dados na cotação é o que garante preço justo e cobertura válida na hora do sinistro.
Para entregadores, o caminho mais seguro é cotar em corretoras que trabalham com uso comercial declarado e comparam várias seguradoras ao mesmo tempo. Pagar um pouco mais por uma apólice válida evita perder a moto e ficar sem indenização.
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