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    Seguro Auto

    Seguro auto jovem 18 a 25 anos: por que é caro e 7 formas de baixar

    09 de setembro de 20268 min de leituraPor Equipe Solatium

    Se você tem entre 18 e 25 anos e foi cotar seguro auto, provavelmente levou um susto no preço. Um Onix 2023 que custa R$ 1.800/ano para um motorista de 40 anos pode sair R$ 4.500 a R$ 6.000/ano para um jovem de 20 anos. A diferença é real e tem explicação técnica. Mas há formas legítimas de reduzir.

    Por que seguro auto para jovem custa mais

    Seguradoras calculam prêmio com base em risco estatístico. Dados históricos de sinistros no Brasil mostram que condutores entre 18 e 25 anos têm frequência de acidentes significativamente maior do que condutores entre 30 e 50 anos. Isso não é julgamento de caráter — é atuária.

    Segundo dados da SUSEP, a faixa de 18 a 24 anos representa uma parcela desproporcional de sinistros graves em relação ao volume de apólices. O resultado é que a seguradora precisa cobrar mais para equilibrar o portfólio, mesmo que você particularmente seja um motorista cuidadoso.

    A diferença de prêmio entre um condutor de 20 anos e um de 40 anos para o mesmo carro e perfil pode chegar a 150-200% em seguradoras como Porto, HDI e Allianz.

    O que mais encarece o seguro do jovem

    • Ser o condutor principal com menos de 26 anos é o fator de maior peso
    • Não ter histórico de seguro anterior (sem bônus acumulado)
    • Carro esportivo ou com tabela FIPE alta
    • Residir em regiões com alto índice de roubo (centro de São Paulo, por exemplo)
    • Carro financiado exige cobertura total, sem opção de reduzir

    7 formas de baixar o preço sem cometer fraude

    1. Cote com pelo menos 5 seguradoras diferentes

    A variação entre seguradoras para o perfil jovem é enorme — pode passar de 40%. Seguradoras como Justos, Pier e Azul têm modelos de precificação diferentes das tradicionais e às vezes são mais competitivas para jovens com bom perfil de direção. Não aceite a primeira cotação.

    2. Instale rastreador ou opte por seguro por quilômetro

    Algumas seguradoras oferecem desconto de 10 a 25% para quem instala rastreador e aceita monitoramento de comportamento ao volante (freadas bruscas, velocidade, horário de uso). Se você dirige pouco e com cuidado, essa é uma das alavancas mais eficientes. Seguradoras como Justos e Pier são baseadas nesse modelo.

    3. Aumente a franquia

    Optar pela franquia majorada reduz o prêmio em 10 a 20% dependendo da seguradora. Faz sentido se você tem reserva financeira para cobrir uma franquia maior (tipicamente R$ 4.000 a R$ 7.000 em carros populares) e raramente aciona seguro. Não faz sentido se o carro é seu único bem e você não tem reserva.

    4. Escolha um carro com menor custo de seguro

    O modelo do carro impacta muito. Carros com peças baratas, baixo índice de roubo e tabela FIPE mais baixa saem bem mais em conta. Em 2026, modelos como Renault Kwid, Fiat Mobi e VW Gol têm prêmios significativamente menores do que HB20, Onix turbo ou qualquer SUV compacto. Se você ainda vai comprar o carro, pesquise o seguro antes de decidir o modelo.

    5. Coloque o carro em seu próprio nome (não no dos pais)

    Isso parece contraditório, mas tem lógica: se o carro está no nome de um adulto de 45 anos e o condutor principal é você com 21 anos, a seguradora vai cobrar pelo condutor principal de qualquer forma. O perfil declarado precisa refletir quem realmente dirige. O nome do proprietário no documento importa menos do que o perfil de condutor declarado na apólice.

    6. Inclua um segundo condutor mais velho se for real

    Se seu pai ou mãe realmente dirige o carro com frequência, incluí-los como segundo condutor pode reduzir o prêmio. Mas o uso precisa ser real e proporcional ao que foi declarado. Incluir um adulto como condutor principal quando ele nunca usa o carro é fraude de perfil — explicamos isso na próxima seção.

    7. Construa histórico: bônus começa no primeiro ano

    A classe de bônus começa a ser construída a partir da primeira apólice sem sinistro. Após 1 ano sem acionar, você já sobe de classe e começa a ter desconto. Após 3 a 5 anos limpos, a diferença de preço em relação ao adulto médio cai bastante. Começar cedo com um seguro, mesmo mais caro, constrói esse histórico.

    O que é fraude de perfil e por que não fazer

    Fraude de perfil acontece quando o condutor principal declarado na apólice não é quem realmente usa o carro. O exemplo mais comum: o carro é do filho de 20 anos, mas a apólice é feita com o pai de 50 anos como condutor principal, quando na prática o filho dirige 90% do tempo.

    As consequências são sérias. Se houver sinistro, a seguradora pode recusar o pagamento integral invocando a cláusula de informação falsa, prevista no Código Civil (artigo 766). O caso vai para análise, você fica sem indenização e ainda pode ter o nome negativado. Além disso, em caso de acidente com terceiros, você responde pessoalmente pelo valor que a seguradora se recusar a cobrir.

    Em 2024 e 2025, seguradoras como Porto e HDI aumentaram o cruzamento de dados com telemetria e câmeras de tráfego para identificar inconsistências de perfil. O risco de detecção cresceu. Não vale a pena.

    Quando o seguro auto para jovem não faz sentido

    Se o carro tem tabela FIPE abaixo de R$ 25.000 e você teria condições de repor em caso de perda total, o seguro abrangente pode não compensar. Nesse caso, um seguro só contra terceiros (RCF) cobre danos que você causar a outras pessoas — que é o risco mais grave — com prêmio muito menor, tipicamente R$ 600 a R$ 1.200/ano mesmo para jovens.

    • Carro com tabela FIPE baixa e você tem reserva: considere só seguro de terceiros
    • Carro emprestado ou de empresa: seguro pessoal não cobre, verifique a apólice do dono
    • Carro financiado: o banco geralmente exige cobertura total, sem escolha

    O que esperar de preço em 2026

    Para um condutor de 20 a 24 anos, Onix 1.0 2022, residência em São Paulo capital, sem histórico de seguro anterior, os valores de mercado em 2026 ficam na faixa de R$ 4.200 a R$ 6.800/ano com cobertura completa. Com rastreador e franquia majorada, é possível chegar a R$ 3.200 a R$ 4.500/ano nas seguradoras mais competitivas para esse perfil.

    Cotar bem, declarar o perfil corretamente e escolher o carro certo antes de comprar são as três decisões que mais movem o ponteiro. O resto é ajuste fino.

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