DPEM é obrigatório? Seguro embarcação no Brasil em 2026
Toda embarcação a motor que navega em águas brasileiras precisa ter DPEM. Isso não é recomendação: é obrigação legal, com multa prevista para quem descumpre. O problema é que a maioria dos armadores — donos de lanchas, jet skis e barcos de pesca — não sabe exatamente o que o DPEM cobre, quanto custa ou por que ele sozinho quase nunca é suficiente.
O que é o DPEM
DPEM significa Danos Pessoais Causados por Embarcações a Motor e por sua Carga. É um seguro obrigatório instituído pela Lei 8.374 de 1991 e regulamentado pela SUSEP. Funciona de forma análoga ao DPVAT do automóvel (extinto em 2020) — cobre vítimas de acidentes náuticos independentemente de culpa, com indenizações tarifadas por lei.
O seguro é contratado pelo proprietário da embarcação e os beneficiários são as vítimas de acidentes: passageiros, terceiros na água, pessoas em outras embarcações. Não cobre o casco, não cobre furto, não cobre danos materiais.
Quem é obrigado a ter
A obrigatoriedade vale para toda embarcação motorizada registrada no Brasil, independentemente do tamanho ou uso. Isso inclui:
- Lanchas de passeio
- Jet skis e motos aquáticas
- Barcos de pesca com motor
- Embarcações de transporte de passageiros
- Barcos de trabalho offshore
- Veleiros com motor auxiliar (quando o motor é utilizado)
Embarcações a remo puro ou à vela sem motor auxiliar ficam fora da obrigação. Se você tem dúvida sobre a classificação da sua embarcação, a Capitania dos Portos da sua região pode informar.
Quanto custa o DPEM em 2026
O valor do DPEM varia conforme a potência do motor e a categoria de uso da embarcação. As faixas praticadas em 2026 são:
- Embarcações de lazer até 30 HP: R$ 50 a R$ 90 por ano
- Embarcações de lazer de 30 a 100 HP: R$ 90 a R$ 160 por ano
- Embarcações de lazer acima de 100 HP: R$ 160 a R$ 250 por ano
- Embarcações comerciais ou de transporte: R$ 150 a R$ 300 por ano
O seguro é contratado junto às seguradoras autorizadas pela SUSEP — entre elas Porto Seguro, Allianz, Mapfre e Tokio Marine oferecem o produto. A renovação é anual e o comprovante precisa estar disponível para fiscalização.
O que o DPEM cobre de fato
As indenizações do DPEM são fixadas por tabela e, na prática, são baixas. As coberturas e limites em 2026 são:
- Morte: indenização de até R$ 13.500 por vítima
- Invalidez permanente: até R$ 13.500 proporcionalmente ao grau de incapacidade
- Despesas médicas e hospitalares (DAMS): até R$ 2.700 por vítima
O DPEM cobre vítimas de acidentes náuticos com valores tabelados. Para uma lancha que carrega 8 passageiros, o limite total por evento pode ser insuficiente mesmo em acidentes de gravidade moderada.
Não há cobertura para danos materiais à própria embarcação, a outras embarcações ou a estruturas fixas como docas e marinas. Responsabilidade civil por danos patrimoniais também fica de fora.
Multa por não ter o DPEM
A fiscalização é feita pela Capitania dos Portos, pela Marinha do Brasil e pela Polícia Militar Ambiental em alguns estados. Navegar sem o DPEM vigente pode resultar em:
- Multa de R$ 1.500 a R$ 5.000 dependendo da embarcação e da autoridade fiscalizadora
- Retenção da embarcação até regularização
- Anotação no prontuário náutico do armador
- Problemas no licenciamento anual junto à Capitania
Além da multa administrativa, navegar sem o seguro obrigatório pode complicar a situação jurídica em caso de acidente — o armador responde pelos danos sem o amparo da apólice.
Por que o DPEM não é suficiente
O DPEM cobre o mínimo legal. Para quem tem uma lancha de R$ 200 mil a R$ 1 milhão, os riscos reais vão muito além das indenizações tabeladas. Os principais gaps são:
- Casco: colisão, encalhe, incêndio, afundamento — nenhuma dessas situações está no DPEM
- Furto ou roubo da embarcação
- Responsabilidade civil acima dos limites tabelados
- Assistência náutica (reboque em caso de pane)
- Perda total da embarcação
- Danos a equipamentos de bordo e motor
Por isso a maioria dos proprietários com embarcações de valor relevante contrata um seguro náutico privado complementar — que cobre casco, responsabilidade civil ampliada e assistência. O DPEM continua obrigatório mesmo com o seguro privado; os dois convivem.
Seguro náutico privado: o que muda
O seguro privado de embarcação é contratado de forma facultativa e as coberturas variam por apólice. Em 2026, os principais itens cobertos pelos planos completos incluem:
- Cobertura de casco por danos acidentais, colisão e naufrágio
- Responsabilidade civil náutica (danos a terceiros e outras embarcações)
- Furto e roubo total
- Assistência náutica 24h com reboque
- Perda de equipamentos e acessórios de bordo
- Cobertura em águas internacionais (em alguns planos)
O custo de um seguro náutico privado para lanchas de lazer varia bastante: para uma lancha de R$ 300 mil, o prêmio anual fica entre R$ 3.500 e R$ 8.000 dependendo do perfil do segurado, região de navegação e coberturas escolhidas. Seguradoras como Porto Seguro, Allianz, Tokio Marine e Chubb operam esse mercado no Brasil.
Quando o seguro privado não vale a pena
Há situações em que contratar além do DPEM obrigatório não faz sentido financeiro:
- Embarcações muito antigas com valor de mercado abaixo de R$ 30 mil — o prêmio pode representar 15-20% do valor segurado
- Barcos usados apenas em córregos e lagoas de baixo risco, com poucas horas anuais de uso
- Proprietários que já têm cobertura de responsabilidade civil robusta via outro produto (raro)
- Embarcações mantidas em seco e sem uso frequente
Nesses casos, o DPEM obrigatório resolve a conformidade legal e a proteção mínima para vítimas. A decisão de contratar mais cobertura depende do valor da embarcação, da frequência de uso e do perfil de risco de navegação.
Como contratar o DPEM
- Reúna os dados da embarcação: número de inscrição na Capitania, potência do motor, ano de fabricação e categoria de uso
- Acesse seguradoras autorizadas pela SUSEP ou um corretor náutico
- Compare as opções — o produto é padronizado por lei, mas o atendimento e o suporte variam
- Pague o prêmio e guarde o certificado digital ou físico a bordo
- Renove anualmente antes do vencimento para não navegar com apólice vencida
O DPEM é um custo pequeno — menos do que um tanque de combustível na maioria dos casos. Manter a apólice em dia evita multa, facilita o licenciamento anual e garante o mínimo de proteção para quem estiver a bordo. Para quem tem uma embarcação de valor real, a conversa sobre seguro náutico complementar começa depois disso.
Quer cotar seguro pet com quem entende?
Cotamos em 17 seguradoras e explicamos cada cobertura antes de você decidir. Resposta pelo WhatsApp em até 10 minutos no horário comercial.
Ou conheça nossa página de seguro pet.
Continue lendo sobre Seguro Lancha
Seguro lancha marina Angra dos Reis: riscos e coberturas
Angra dos Reis combina beleza e riscos náuticos reais: vendavais do sul, correntes na entrada da baía e marinas lotadas. Seu seguro de lancha precisa cobrir tudo isso.
Ler artigo →Seguro LanchaQuanto custa seguro de lancha em 2026: tabela por tamanho
O preço do seguro de lancha varia muito mais pelo tamanho e pela marina do que a maioria dos proprietários imagina. Veja a tabela completa para 2026.
Ler artigo →Seguro AutoSeguro auto jovem 18 a 25 anos: por que é caro e 7 formas de baixar
Seguro auto para jovem de 18 a 25 anos é caro por razão estatística, não por capricho da seguradora. Mas dá para baixar bastante se você souber como.
Ler artigo →